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“UMA LENDA TARDE DE PRIMAVERA” - Concerto da Associação Filarmónica de Arganil


 

A Direção da Associação Filarmónica de Arganil tem a honra de convidar todos os sócios e amigos para o já habitual concerto de Primavera, a realizar no Espaço Multiusos da Cerâmica Arganilense, no próximo dia 6 de Abril, pelas 16h00, sob a Direção do Maestro Prof. Ricardo Gabriel.

Este concerto temático sobre lendas, mitos e personagens históricas vai apresentar obras musicadas sobre estes temas, nomeadamente “Nostradamus” de Otto M. Schwarz, “Juana de Arco” de Ferrer Ferran; “El Quijote” do mesmo autor, tema este que contará com narração de Áurea Vila Nova, “Ireland: of Legend and Lore” de Robert W. Smith e ainda “Porto Covo”, de Rui Veloso com arranjo de Jorge Salgueiro.

Foi sem dúvida o concerto mais difícil de preparar, exigindo muito trabalho e muita persistência dado o elevado grau de dificuldade das obras a apresentar, ser muito acima da média, para uma banda de amadores.

Pelo trabalho desenvolvido no seio da Filarmónica, nestes últimos meses, tudo indica que se esteja a preparar “UMA LENDA TARDE DE PRIMAVERA”. Concerto a não perder!

Para dar a conhecer um pouco mais sobre as obras a apresentar, aqui fica uma pequena explicação de cada uma.

“Nostradamus” é o nome em latim adoptado por Michel de Nostredame, nascido em Saint-Rémy-de-Provence, França, no ano de 1503. Tendo-se dedicado à prática da alquimia ficou famoso pela sua suposta capacidade de vidência. Da sua obra literária destaca-se: “As Profecias”, composta de versos agrupados em quatro linhas (quadras), organizados em blocos de cem (centúrias). Os entusiastas da sua obra acreditam que estes versos contém previsões codificadas do futuro, segundo eles Nostradamus previu inúmeros factos históricos, entre os quais, a I e II Guerra Mundial.

A peça “Juana de Arco” foi inspirada na heroína da Guerra dos Cem Anos, por vezes chamada de donzela de Orléans. Joana d’Arc nasceu em Domrémy na França em 1412, filha de camponeses foi criada de acordo com os princípios da fé católica. Num período em que a França travava a guerra contra os Ingleses, com a maior parte do seu território ocupado, Joana d’Arc, com cerca de 13 anos de idade, afirmava ouvir vozes do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida, ordenando-lhe que procurasse o príncipe-herdeiro Carlos VII e libertasse a cidade de Orléans, que estava em poder dos ingleses, de modo a coroar Carlos VII o soberano da França. Em 1429 ter-se-á encontrado com o príncipe-herdeiro do qual recebeu o título de chefe de guerra, liderando as tropas que libertaram Orléans e, logo de seguida, reconquistaram 3 outras cidades do vale de Loire, abrindo caminho em direcção a Reims, onde Carlos VII viria a ser coroado rei. Em 1430 Joana d’Arc foi capturada pelos borguinhões e entregue aos ingleses. Acusada de heresia e feitiçaria foi julgada pela Santa Inquisição, tendo sido queimada viva em 1431. Após a revisão do seu processo foi absolvida de todas as suas acusações em 1456, tornando-se uma heroína da nação Francesa. Beatificada em 1908 e canonizada em 1920, pelo papa Bento XV é a Santa Padroeira da França.

A obra-prima de Miguel de Cervantes, cujo título original era “El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha”, com a primeira edição publicada em Madrid no ano 1605, inspirou Ferrer Ferran a compor a peça “El Quijote” para comemorar o IV centenário da obra de Cervantes. Esta jóia da literatura Castelhana conquistou o mundo e é, provavelmente, a par com a Bíblia a obra mais traduzida de todos os tempos. Tem sido fonte de inspiração para criadores de diversas áreas artísticas. Desde o século XVII que se têm realizado peças de teatro, óperas, composições musicais, bailados baseados em D. Quixote. No século XX, o cinema, a televisão e os cartoons inspiraram-se igualmente nesta obra. O protagonista é um fidalgo castelhano que, de tanto ler romances de cavalaria, começou a acreditar que relatavam factos reais e decidiu imitar os seus heróis preferidos, pretendendo ele próprio tornar-se herói. D. Quixote, idealista e sonhador, que esquece as necessidades materiais para correr em busca de quimeras, vive as suas aventuras em companhia de Sancho Pança, o realista e prático, porém seu fiel amigo e companheiro.

Ao compor “Ireland: of Legend and Lore», Robert W. Smith baseou-se na grande riqueza das melodias tradicionais irlandesas, evocando os castelos e personalidades lendárias da história e folclore irlandês.

“Porto Covo”, com letra de Carlos Tê e música de Rui Veloso, tornou famosa a ilha do Pessegueiro. A canção evoca a beleza natural do lugar e fala de histórias e lendas sobre a Ilha. O próprio Rui Veloso, autor da música, já é considerado por muitos uma verdadeira lenda do panorama musical português. Nasceu em Lisboa em 1957 mas quando tinha 3 meses de idade a sua família mudou-se para o Porto. Iniciou-se na harmónica com apenas 6 anos, mais tarde, com 15 anos, começou a tocar guitarra e formou a sua primeira banda: "Magara Blues Band", com Mano Zé no baixo e Manfred Minneman no piano. Em 1976 conheceu Carlos Tê, tornando-se grande amigo daquele que viria a ser o autor da maioria das suas composições. O primeiro álbum, “Ar de Rock”, editado em 1980 foi “um verdadeiro estrondo no meio musical português”, ajudando a abrir caminho para uma nova geração de músicos. Com 14 álbuns editados Rui Veloso é conhecido como “o pai do rock português”, integrou também grandes projetos como “Cabeças no ar” e “Rio Grande”, bem como trabalhos discográficos de colegas de profissão. Tem-se ainda associado a projetos musicais solidários nomeadamente “Leopoldina”, “Canções de embalar”, etc. Com mais de 30 anos de carreira, Rui Veloso continua nos palcos pelo país fora e além fronteira, brindando os seus fãs com espetáculos únicos de lotação esgotada.